E no Mestiço... em um papo, ainda, um pouco formal.
- Ei Felipe, cê sabe que pimenta é essa? Segurando o vidrinho que, até então, estava quieto no centro da mesa.
- Não num sei. Não me ligo em pimenta.
- É Pimenta Rosa.
- Ah tá!
Silêncio...
- Mas cê sabe por quê se chama rosa?
- Sei lá. Balançou a cabeça como quem não faz nem idéia.
- Porque é rosa... Respondeu “Simone”.
(hahahahaha)
Encontrei uma pérola no meio de tanta gente (risos). Aliás, duas!
Amei vocês!!!
quarta-feira, 23 de julho de 2008
a felicidade (!)

E no messenger.
(...)
-Ei Veleiro, você já deu uma lidinha no meu blog cara? Agora que ele tá tomando forma!
-Não. Ainda não.
-Affemaria! Amigo eu preciso de leitores para em criticar. Preciso de comentários para ser feliz!
- Quer ser feliz? Toma um sorvete de Ciocolatto na Barbaresco. É uma delícia!rsrsrsrs
-Não. Ainda não.
-Affemaria! Amigo eu preciso de leitores para em criticar. Preciso de comentários para ser feliz!
- Quer ser feliz? Toma um sorvete de Ciocolatto na Barbaresco. É uma delícia!rsrsrsrs
Ai ai... um dia eu aprendo...
Valew Veleiro!!!
terça-feira, 22 de julho de 2008
Hamlet hodierno

E viva Shakspeare. Ou, viva Wagner Moura... bem... nem sei... Depois do que vi no último domingo... Estou, ainda, estarrecido.
Não me considero um cara conhecedor do teatro. Seria deveras pedante de minha parte dar um parecer crítico sobre a peça dirigida por Aderbal Freire. Mas com minha simples e pura apreciação estética eu digo sim, e, sem medo: tá foda, os caras estão arrebentando!
Sem dúvida uma das melhores coisas que vi em termo de palco nos últimos tempos. Acho até que a mídia nacional (sobretudo a Revista Bravo! deste mês) foi econômica e generosa no que diz respeito à divulgação do espetáculo.
Hamlet nesta montagem recebe uma cara completamente moderna. Em três horas e quarenta e cinco minutos de espetáculo, dividida em dois atos, vê-se um louco e um descabelado que parece até controlar a transpiração do corpo... Nunca tinha imaginado a personagem mais desafiante do teatro com essa roupagem. Enfim, fantástico.
A questão é: seja e esteja neste espetáculo. Vá, vá e vá. Depois me conta!
Não me considero um cara conhecedor do teatro. Seria deveras pedante de minha parte dar um parecer crítico sobre a peça dirigida por Aderbal Freire. Mas com minha simples e pura apreciação estética eu digo sim, e, sem medo: tá foda, os caras estão arrebentando!
Sem dúvida uma das melhores coisas que vi em termo de palco nos últimos tempos. Acho até que a mídia nacional (sobretudo a Revista Bravo! deste mês) foi econômica e generosa no que diz respeito à divulgação do espetáculo.
Hamlet nesta montagem recebe uma cara completamente moderna. Em três horas e quarenta e cinco minutos de espetáculo, dividida em dois atos, vê-se um louco e um descabelado que parece até controlar a transpiração do corpo... Nunca tinha imaginado a personagem mais desafiante do teatro com essa roupagem. Enfim, fantástico.
A questão é: seja e esteja neste espetáculo. Vá, vá e vá. Depois me conta!
p.s. Obrigado, meu pasmo ;)
Serviço:
Em Sampa. Sexta, sábado e domingo no teatro FAAP. Só até setembro!
segunda-feira, 14 de julho de 2008
três curabies e um palhetim

- Quem é o solteiro?
- O bonito (risos). Cochichou o amigo enquanto aproximavam-se da mesa.
O café, naquele dia, não trazia nada de novo. Era um sábado como qualquer outro de café entre amigos: um expresso; três curabies; um palhetim e muita conversa jogada fora. E só bobagem, muita bobagem!
Fernando acabava de chegar do cinema que, "diga-se de passagem", estava completamente vazio. Para ele era sintomático assistir Sexy and the City, uma comédia romântica, só, sozinho em uma sala de cinema. Sentia-se mais solitário que um paulistano. Contudo, para aquele sábado ele não esperava nada. Nada mesmo!
- Fernando essa é Renata. Renata, Fernando.
Os dois sentiram aquele friozinho na barriga. Aquela sensação de que tem uma revoada de borboletinhas subindo em seu estômago. Normal quando se trata de duas pessoas que esperam... Em tempos de férias tudo é previsível, inclusive paixões. Mas o imprevisível era naturalmente o por vir.
- O que se pede nesse café sem parecer uma glutona?
A resposta veio rápida.
- Três curabies, e um palhetim.
E voltando-se para a garçonete.
- Um expresso, três curabies, um palhetim e um sprite zero.
E foi assim... (É assim que as pessoas se encontram, simplesmente.) Os dois saíram daquele café sem saber exatamente o que iria acontecer depois. O que já acontecia ali era a vontade de ambos. A beleza do encontro dispensou o lirismo e o clichê folhetinesco. O desejo expulsou o medo da distância. Eram eles alí, que sem saber, começavam a contar as exatas vinte e oito horas do primeiro encontro ;) As primeiras vinte e oito, de outras 720 que viveram até agora.
... um mês depois...
- Nossa net está péssima. Você está me ouvindo? Só a câmara está ok.
- Não, não te escuto bem. Mas te ver já me basta. E ei, você está lindo com essa barba.
- (risos) Esse Skype tá foda. Vamos dormir?! Amanhã temos que acordar cedo.
- Claro, estou contando os minutos pra te ver. Falta pouco.
- Idem. Boa noite e boa viagem! Dorme que eu tô te cuidando com meu pensamento.
- Beijo.
- Beijo.
- O bonito (risos). Cochichou o amigo enquanto aproximavam-se da mesa.
O café, naquele dia, não trazia nada de novo. Era um sábado como qualquer outro de café entre amigos: um expresso; três curabies; um palhetim e muita conversa jogada fora. E só bobagem, muita bobagem!
Fernando acabava de chegar do cinema que, "diga-se de passagem", estava completamente vazio. Para ele era sintomático assistir Sexy and the City, uma comédia romântica, só, sozinho em uma sala de cinema. Sentia-se mais solitário que um paulistano. Contudo, para aquele sábado ele não esperava nada. Nada mesmo!
- Fernando essa é Renata. Renata, Fernando.
Os dois sentiram aquele friozinho na barriga. Aquela sensação de que tem uma revoada de borboletinhas subindo em seu estômago. Normal quando se trata de duas pessoas que esperam... Em tempos de férias tudo é previsível, inclusive paixões. Mas o imprevisível era naturalmente o por vir.
- O que se pede nesse café sem parecer uma glutona?
A resposta veio rápida.
- Três curabies, e um palhetim.
E voltando-se para a garçonete.
- Um expresso, três curabies, um palhetim e um sprite zero.
E foi assim... (É assim que as pessoas se encontram, simplesmente.) Os dois saíram daquele café sem saber exatamente o que iria acontecer depois. O que já acontecia ali era a vontade de ambos. A beleza do encontro dispensou o lirismo e o clichê folhetinesco. O desejo expulsou o medo da distância. Eram eles alí, que sem saber, começavam a contar as exatas vinte e oito horas do primeiro encontro ;) As primeiras vinte e oito, de outras 720 que viveram até agora.
... um mês depois...
- Nossa net está péssima. Você está me ouvindo? Só a câmara está ok.
- Não, não te escuto bem. Mas te ver já me basta. E ei, você está lindo com essa barba.
- (risos) Esse Skype tá foda. Vamos dormir?! Amanhã temos que acordar cedo.
- Claro, estou contando os minutos pra te ver. Falta pouco.
- Idem. Boa noite e boa viagem! Dorme que eu tô te cuidando com meu pensamento.
- Beijo.
- Beijo.
domingo, 6 de julho de 2008
dizer, apenas!

A linguagem nunca foi a minha praia na filosofia. Mas ultimamente tenho analisado bastante o poder e os limites da fala. Aonde ela chega e até onde ela vai. E muito mais que isso a sua capacidade de construção em meio a um mundo pós-moderno tomado por valores volúveis e efêmeros. É certo que as relações interpessoais quando consumadas de forma física (partindo de um pressuposto sensorial), também, falam muito. Mas tenho percebido que essa forma de expressão nem sempre diz tudo, e, é exatamente esse dito, que pode vir a se tornar uma poderosa ferramenta de construção de valores em nosso contexto sócio-cultural. Pensando assim me permiti refletir mais sobre a máxima do "papa" da filosofia da linguagem, Wittgeinstein: “Os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo”. Até onde refutar ou concordar com a afirmação do pensador?
É certo que algumas interpretações errôneas acreditam que o filósofo limitou sua capacidade de expressão da fala. Em suas Investigações Filosóficas, ele diz que o sujeito tem a capacidade de batizar o seu objeto de acordo com a sensação privada que ele tem do mesmo. Exemplo?! Se digo que amo algo ou alguém este meu objeto pode estar recebendo uma informação arbitrária. Nem mesmo o sujeito pode ter a certeza do que se está falando. Quem disse que o que falo não pode ser nomeado, sei lá, de “mesa”, ou até mesmo “ódio”? O sujeito então não teria justificativas ou critérios para legitimar a sua fala, e esta correria um grande risco de não ser verdadeira. Ou não!!! O melhor vem agora quando o pensamento é visto às avessas. ;) A forma de amar dita pelo sujeito pode ter uma interpretação única dele, exatamente porque é privada. E ele tem a total liberdade de dizer - ou batizar- o que sente, e da forma dele, ao seu objeto. Este, por sua vez, terá o total entendimento da fala (do mesmo sujeito), porque compreendeu exatamente o que acabou de ser dito. Construiu-se, enfim, uma linguagem (e uma linguagem própria). Bacana não é?!
Pensando em meu exemplo, acho que é por isso que as pessoas hoje tem tanto medo de dizer o que sentem. Temem a significação dessa fala no receptor. (Há quem fale até no peso da responsabilidade daquilo que se diz.) Pura bobagem! Se as pessoas bem soubessem o quanto é edificante dizer, da forma mais transparente, o que se tem na mente. Independente da nomenclatura dada a esse sentimento ou objeto (e é exatamente isso o que menos importa), apenas dizer, simplesmente... sem regras, sem medos, sem melindres...
Então, pra quê mesmo se preocupar com isso? Por que achar que é possível ou impossível dar nomes ao que se pensa ao falar de uma sensação privada, se ela já encontra, pois, o seu espaço na linguagem? E vou mais além... Prá quê buscar palavras na razão? Prá quê? Se gente é coração...
Pronto, desconstruí (risos)!
sábado, 5 de julho de 2008
a Joaninha

... e estava eu sentado em um banco de madeira da minha faculdade. Onde eu estudo tudo (tudo mesmo) parece ser chato e desinteressante. No meio de tanta gente sem graça pousou, em meu peito, uma joaninha. Tão linda! Formato de bolinha, cabecinha vermelha e cheia de pintinhas pretas. É ela (assim mesmo: com tudo no diminutivo). É exatamente ela minha Joaninha. Chegou como quem nada quer e ocupou um espaço bonito no meu coração.
Depois deste dia ela começou a me dizer que tudo é muito simples. Tornou-se uma amiga e onde estou na faculdade ela vem, devagarzinho, e vôa pra pertinho de mim. Me diz, todos os dias que basta ser e estar para que as coisas aconteçam. Me conta piadas de vriido; marca aulas de rádio às 3h; me diz que não entende nada de editoração eletrônica; gasta tempo comigo conversando sobre política (e eu adoro); aparece em meus e-mails no meio do meu trabalho... Quer até ser meu cupido, porque quer me ver feliz! No fim do dia eu monto em sua cacunda de bola, ela levanta suas asinhas e me leva pra casa. Me deixa, cansado, na porta do meu prédio.
Quando eu for jornalista Joaninha, será tu minha amiga-mestra. Sou eu que voarei até onde você estiver. Vou te pedir para me ensinar a ser assim: desenrolada, e solta no mundo! E se eu tivesse um cabelinho vermelho igual ao teu... Aaaah! Entraria no Carrossel do teu universo e seria de vez, para sempre, um autista... :)
Parabéns Joaninha!!! Te amo muito.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
tempo
"Compositor de destinos. Tambor de todos os rítmos.Tempo tempo tempo tempo Entro num acordo contigo. Tempo tempo tempo tempo" (Caetano)
... como se as exatas vinte e oito horas vividas falassem muito mais que dias e dias. E uma despreocupação surgia da certeza, dos dois, de que nem tempo nem espaço os impediam de viver a leve sensação de que algo já acontecia, simplesmente.
O que foi dito e o que foi beijado. Tudo fugiu do clichê. Exceto a pieguice, própria de quem já sente, naturalmente. :)
Os cheiros, todos eles! O olho no olho. Quanto ao tato não foi preciso, como exige o convencional, primeiramente sentir a pele pra ver se a textura vale. Tudo em uníssono: boca, nuca, mão, mente, sorriso... Até o gosto do cigarro, motivo de rejeição em outras histórias, se transformou em desejo e vontade (simplesmente!)!
Em um curto período tudo era novo e ao mesmo tempo parecia muito antigo. É como se o tempo confirmasse, esperasse ou encontrasse... nem sei (e o que é que eu sei?). O imprevisível se tornou uma grande surpresa e tudo acontecia, naturalmente...
... como se as exatas vinte e oito horas vividas falassem muito mais que dias e dias. E uma despreocupação surgia da certeza, dos dois, de que nem tempo nem espaço os impediam de viver a leve sensação de que algo já acontecia, simplesmente.
O que foi dito e o que foi beijado. Tudo fugiu do clichê. Exceto a pieguice, própria de quem já sente, naturalmente. :)
Os cheiros, todos eles! O olho no olho. Quanto ao tato não foi preciso, como exige o convencional, primeiramente sentir a pele pra ver se a textura vale. Tudo em uníssono: boca, nuca, mão, mente, sorriso... Até o gosto do cigarro, motivo de rejeição em outras histórias, se transformou em desejo e vontade (simplesmente!)!
Em um curto período tudo era novo e ao mesmo tempo parecia muito antigo. É como se o tempo confirmasse, esperasse ou encontrasse... nem sei (e o que é que eu sei?). O imprevisível se tornou uma grande surpresa e tudo acontecia, naturalmente...
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